Neste episódio, dentro do Festival Artes pela Paz, as convidadas são as irmãs Natália Mota, poeta pós-graduada em literatura, filosofia e artes, e Lívia Mota, escritora e 'escavadora de palavras', que conversam sobre poesia como refúgio e esperança em tempos de conflito. Esta série preza pela valorização da 'Cultura do Encontro', prática disseminada por todas/es/os aqueles que buscam conhecer e interagir com a diversidade étnica e cultural do Brasil e do mundo. Nesse espaço conjunto somamos com muitas vozes, através das ondas do rádio e das redes digitais.
Neste episódio, dentro do Festival Artes pela Paz, os convidados são o poeta, compositor e professor de literatura brasileira Pedro Marques (Unifesp) e a poeta e artista Helena Betioli, que refletem sobre a paz a partir da provocação da poeta nigeriana Mariam Bukar-Hassan. Esta série preza pela valorização da 'Cultura do Encontro', prática disseminada por todas/es/os aqueles que buscam conhecer e interagir com a diversidade étnica e cultural do Brasil e do mundo. Nesse espaço conjunto somamos com muitas vozes, através das ondas do rádio e das redes digitais.
Neste episódio, dentro do Festival Artes pela Paz, os convidados são a escritora e educadora Cássia Janeiro, premiada mundialmente por sua poesia, e o poeta Rodolfo Hipólito, que compartilham reflexões sobre as muitas formas da paz — interior, no amor, na luta cotidiana. Esta série preza pela valorização da 'Cultura do Encontro', prática disseminada por todas/es/os aqueles que buscam conhecer e interagir com a diversidade étnica e cultural do Brasil e do mundo. Nesse espaço conjunto somamos com muitas vozes, através das ondas do rádio e das redes digitais.
Videos
Um mestre atira uma pedra n'água e explica: a paz não é a ausência da pedra, é a capacidade da água de reencontrar seu equilíbrio depois do movimento. Uma parábola sobre como construir a paz em meio aos conflitos que a vida inevitavelmente traz.
A Comunicação Não Violenta, método criado por Marshall Rosenberg, é apresentada como abordagem vital para a cultura de paz. Mais que uma técnica de fala, é uma conexão de coração — escuta ativa, empatia e ausência de julgamento como caminho para transformar conflitos em entendimento.
Da educação às políticas públicas, dos diálogos inter-religiosos à justiça restaurativa: este episódio percorre as muitas formas de fazer a paz, no cotidiano e nas grandes ações globais. Fazer é o caminho, criar é o caminho, a paz é o caminho.
Artigos
Unquillo, província de Córdoba, 21 de novembro de 2014. Uma marcha. Centenas de pessoas da Argentina e convidados de outros países: palhaços, malabaristas, artistas de teatro, músicos, dançarinos, agentes culturais, midialivristas (ativistas pela mídia livre). Encontro da cultura viva em mais um país. Pontos de cultura da Argentina, espalhados da Puna à Patagônia, do Chaco ao Pampa. A bandeira: Lei Cultura Viva Comunitária, assegurando orçamento mínimo nacional de 0,1% para grupos culturais comunitários. Uma campanha continental, que se espalha por toda a América Latina.
Cultura: o cultivo da vida, o cultivo das pessoas, grupos e sociedades, a busca por sentidos e significados. A partir da etimologia da palavra “cultura” (do vebo latim colere, “cultivar”), a melhor aproximação comparativa deve ser entre cultura e agricultura. Cultura é justamente colocar as mãos e os pés na terra, preparar a terra, semear, acompanhar o crescimento das plantas, proteger a plantação, realizar a colheita (preferencialmente com trabalho coletivo e
cantando enquanto se trabalha), fazer festa, celebrar. E, após a colheita, separar as melhores sementes, para depois fazer tudo de novo, sucessivamente – mais festa e celebrações, agradecendo e pedindo permissão à Mãe Terra, que nos dá alimento.
Transições e superações entre sistemas e regimes não acontecem por ato de vontade, em vez disso, resultam de processos lentos, de metamorfose, em que o novo vai sendo gestado na barriga do velho. Na maioria das vezes, sem que esse velho perceba. De repente, quando o velho regime se dá conta, da pupa surge uma colorida borboleta, antes lagarta. Essa transformação é fruto de uma fronteira misteriosa, entre o fluxo suave e a turbulência. Seria uma “quase intransitividade”.
